O calor era a primeira e mais brutal realidade de Ashar. Assim que saíram da Fénix Dourada, foram atingidos por uma onda de ar t?o quente que parecia sólida.
"Nossa! Que calor infernal!", exclamou Maria, a sua voz abafada pelo capacete. "Mesmo com estes equipamentos, o calor é imenso."
"Se n?o tivéssemos o equipamento, n?o duraríamos mais do que cinco segundos aqui", disse Moisés, o seu próprio capacete a trabalhar arduamente para manter a sua temperatura estável. Ele ativou o scouter dourado, o seu olho a percorrer o horizonte desértico, à procura de leituras de energia massiva que pudessem indicar a localiza??o da piramide. Mas o resultado foi frustrante: nada. Apenas a assinatura de calor avassaladora do próprio planeta.
"N?o temos nenhuma pista de onde come?ar a procurar", disse Maria, desanimada, olhando para a vastid?o de areia vermelha que se estendia em todas as dire??es.
"Calma, Maria", respondeu Moisés, a sua voz calma e serena a cortar a tens?o. "Isto só significa que a Mariana e a sua equipa est?o a enfrentar o mesmo obstáculo que nós. Elas também n?o sabem para onde ir." Ele come?ou a caminhar, o martelo na m?o. "Vamos averiguar."
O trio avan?ou pelo deserto, as suas botas a enterrarem-se na areia fina a cada passo. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo som do vento quente.
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Pouco tempo depois, Rick, que ia à frente, parou de repente. "O que é isto?"
Eles notaram que os seus pés estavam a afundar mais do que o normal. A cada movimento que faziam para tentar sair, afundavam-se mais rapidamente.
"Areia movedi?a!", gritou Maria.
Em segundos, estavam com areia até à cintura. N?o havia nada a que se pudessem agarrar, nenhuma rocha, nenhuma raiz, apenas um oceano de areia trai?oeira. Num instante, o ch?o sob os seus pés cedeu completamente. Eles afundaram e come?aram a cair em queda livre para a escurid?o do subsolo.
"Aproximem-se de mim! Agora!", gritou Moisés no meio da queda.
Rick e Maria usaram os seus poderes para se impulsionarem na sua dire??o. Moisés, vendo-os perto, concentrou a sua energia e criou uma esfera de luz dourada à volta dos três, um casulo protetor que abrandou a sua queda e os fez aterrar em seguran?a no ch?o de uma vasta caverna subterranea.
Mas isso foi o menor dos seus problemas. Assim que a esfera de luz se dissipou, eles viram que n?o estavam sozinhos. A poucos metros de distancia, a equipa de Mariana também estava lá, a recuperar da sua própria queda. A armadilha de areia apanhara a todos.
"Olha só quem chegou", disse Mariana, com um sorriso trocista, limpando o pó da sua roupa. "Parece que caímos no mesmo buraco."
Ela virou-se para o seu esquadr?o. "Meninas, mantenham o trio ocupado enquanto eu procuro uma forma de sair daqui."
A batalha estava prestes a recome?ar, desta vez nas profundezas de um planeta hostil.
E parece que a busca pela piramide tomou um rumo... subterraneo! Presos no mesmo buraco que as suas rivais, a situa??o n?o podia estar mais tensa. O deserto de Ashar revela-se mais trai?oeiro do que esperavam.
Como é que o nosso trio vai sair desta? E com uma batalha iminente contra a equipa completa de Mariana num espa?o t?o confinado, será que a vantagem numérica falará mais alto? A luta nas profundezas de Ashar come?a no próximo capítulo!
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