"O que fazemos, Moisés?", sussurrou Maria, a sua voz tensa. "Estamos em desvantagem numérica. N?o conseguimos vencê-las aqui em baixo."
Moisés n?o respondeu imediatamente. Enquanto o esquadr?o de Mariana se preparava para atacar, ele permaneceu em silêncio, os seus olhos a percorrerem a vasta caverna subterranea. O seu scouter, ainda ativo, come?ou a apitar suavemente, e ele notou leituras de energia estranhas e concentradas a emanarem de uma das paredes rochosas do buraco.
Um sorriso formou-se no seu rosto.
"Estás a rir de quê? Da tua derrota iminente?", provocou Margarida, os seus punhos já a arderem com chamas.
Ignorando-a, Moisés ergueu o martelo. Ele n?o o apontou para as suas inimigas. Em vez disso, com toda a sua for?a amplificada pela Runa, ele atirou-o como um projétil na dire??o da parede que emitia as leituras de energia.
Margarida e as restantes desviaram-se instintivamente, esperando que o martelo ricocheteasse. Mas o martelo fez exatamente o que Moisés queria. O impacto foi devastador, rebentando com a parede de rocha e revelando um túnel escuro e poeirento que se estendia para as profundezas.
"Corram! Agora!", gritou Moisés.
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Aproveitando a surpresa das suas adversárias, o trio deslizou por entre a equipa de Mariana e mergulhou no túnel recém-criado.
"Rick, cobre a nossa entrada!", ordenou Moisés, enquanto corriam.
"N?o precisas de me mandar fazer tudo, eu sei pensar por mim!", resmungou Rick. Ele parou na entrada do túnel, virou-se e, com um soco poderoso no teto, fez com que toneladas de rocha e terra desabassem, tapando completamente o caminho.
Eles estavam a salvo, por agora, mergulhados na escurid?o do túnel.
"Moisés, isto é o mesmo que nada", disse Maria, a sua voz a ecoar no espa?o confinado. "Acabámos de nos prender aqui."
"Talvez n?o", respondeu ele, apontando para a frente.
Quando chegaram ao fim do túnel, encontraram uma camara pequena e antiga. No centro, havia uma plataforma de pedra e, ao seu lado, uma única alavanca misteriosa, coberta de gravuras que brilhavam com uma luz fraca. Sem hesitar, Moisés acionou a alavanca.
Com um som profundo de pedra a ranger, a plataforma come?ou a subir, como um elevador antigo. Eles subiram através da escurid?o por vários minutos, até que uma luz ofuscante os atingiu.
A plataforma parou. Eles tinham chegado à superfície, mas num lugar diferente. O calor era o mesmo, mas a paisagem n?o. Ao longe, erguendo-se das areias vermelhas do deserto, viam-se n?o uma, mas três piramides idênticas, a sua forma a distorcer-se sob o calor vibrante do ar.
"Vamos avan?ar", disse Moisés, os seus olhos fixos nas três estruturas enigmáticas. O desafio tinha acabado de se tornar muito mais complicado.

