O trio, agora totalmente equipado com a sua tecnologia dourada, dirigiu-se para o hangar. Assim que entraram na Fénix Dourada, o pergaminho que Moisés segurava brilhou, e a nave, sentindo o comando do seu mestre, leu imediatamente as novas coordenadas. Com um zumbido suave, descolou em dire??o ao planeta desértico de Ashar.
A viagem foi tensa. A cada minuto que passava, a sensa??o de que estavam a ser observados aumentava. Depois de algumas horas, um planeta vermelho e ocre surgiu na janela de visualiza??o, a sua superfície uma paisagem desoladora de desertos intermináveis e desfiladeiros secos, como uma ferida antiga no tecido do espa?o.
"Olha, deve ser aquele. Parece ser bem árido", disse Maria, a sua voz um pouco apreensiva.
"Deve ser", respondeu Moisés, os seus olhos fixos no planeta que se aproximava.
Quando estavam quase a entrar na atmosfera superior, um alarme estridente soou pela cabine, a sua luz vermelha a piscar freneticamente. O sistema de dete??o de perigo da Fénix Dourada disparou.
Moisés olhou para o radar holográfico da nave e viu três pontos vermelhos a aproximarem-se a uma velocidade incrível. "Mísseis! Estamos a ser atacados! Manobras defensivas!"
Ele estendeu as m?os e concentrou a sua energia dourada. Do lado de fora, uma esfera de luz ondulante expandiu-se a partir da Fénix, cobrindo toda a nave num escudo protetor translúcido. Segundos depois, os mísseis atingiram o escudo. As explos?es foram imensas, silenciosas no vácuo do espa?o, mas a Fénix Dourada apenas estremeceu um pouco com o impacto, protegida pela energia de Moisés.
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"Quem é que nos está a atacar?!", perguntou Maria, aflita, agarrando-se ao seu assento.
Como se fosse uma resposta, uma nave elegante e escura, com um design agressivo que lembrava um predador, surgiu ao lado da Fénix Dourada. Através da janela da sua cabine, eles conseguiram ver um rosto familiar a sorrir para eles com um ar de triunfo. Era Mariana.
"Elas est?o aqui de novo", disse Moisés, a sua voz um rosnado baixo. "N?o importa. Temos de chegar à runa antes delas."
A nave de Mariana acelerou, colocando-se na frente da Fénix Dourada, e disparou uma nuvem de fumo negro e denso que impediu completamente a vis?o, como tinta de choco no oceano do espa?o. O fumo ficou a pairar à volta da Fénix, desorientando os seus sensores.
"N?o consigo ver nada!", gritou Rick.
Moisés fechou os olhos, concentrando-se. Ele expandiu o seu escudo dourado numa descarga de energia controlada, um pulso de luz que empurrou o fumo para longe, limpando o seu caminho. Mas quando a sua vis?o finalmente se limpou, a nave de Mariana já tinha desaparecido, mergulhando na atmosfera do planeta.
"Elas querem chegar primeiro", disse Moisés, a sua mandíbula cerrada. "Aterra a nave! Rápido!"
O trio entrou no planeta árido, a sua nave a cortar o ar superaquecido, e aterrou bruscamente numa planície de areia vermelha. O calor era t?o intenso que o ar parecia vibrar.
"Raios! Aquilo atrasou-nos", disse Rick, irritado, ao sair da nave para o bafo quente do deserto.
"Ainda há tempo para darmos a volta", respondeu Moisés, o seu olhar determinado fixo no horizonte desértico e infinito. "A corrida come?ou."
E a corrida pela Runa da Resiliência come?a com uma emboscada! Parece que a Mariana n?o está mesmo para brincadeiras desta vez. Adorei escrever esta pequena batalha de naves e mostrar as táticas de guerrilha da equipa inimiga.
Agora, o nosso trio está em desvantagem, atrasado num planeta incrivelmente hostil, enquanto as suas rivais já est?o no terreno. Será que eles conseguem recuperar o tempo perdido?
Obrigado por continuarem a ler e a apoiar! Cada novo capítulo que publico é impulsionado pelo vosso entusiasmo. Vemo-nos no próximo capítulo.

