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Capítulo 57: Resiliência e Revelação

  O trio seguiu em dire??o ao local onde tinham deixado a Fénix Dourada, o pequeno mapa no relógio de Moisés a apontar a dire??o correta através do deserto intenso.

  "Queria só ver as caras delas quando chegarem à piramide e n?o encontrarem nada", disse Rick, com um sorriso de escárnio.

  "Rick, n?o temos tempo a perder", advertiu Moisés, o seu tom sério. "Já reparaste que elas est?o a perseguir-nos? é a segunda vez que as encontramos em busca dos mesmos objetivos. De alguma forma, elas est?o a saber exatamente para onde vamos."

  "Rick, o Moisés tem raz?o", concordou Maria. "N?o podemos permitir que elas obtenham uma única runa. Elas já s?o poderosas demais sem elas; agora imagina se tivessem apenas uma. N?o podemos arriscar."

  "Cá estamos. A Fénix Dourada ficou exatamente onde a deixámos", disse Moisés, aliviado, ao avistarem a nave dourada a brilhar sob o sol de Ashar.

  O trio entrou na nave e, sem demora, levantou voo, deixando o planeta desértico para trás e seguindo de volta para Zenthos.

  ...

  [Entretanto, na Piramide de Areia]

  "Devemos estar perto da camara central", disse Margarida, enquanto seguia Mariana pelos corredores agora sólidos da piramide.

  "Finalmente. Vamos conseguir a runa", respondeu Mariana, a sua voz cheia de uma confian?a vitoriosa.

  Mas quando chegaram à camara final, encontraram apenas um pedestal vazio. N?o havia runa. N?o havia nada.

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  "O quê?! Mas como é possível?!", gritou Mariana, a sua fúria a ecoar pela camara silenciosa. Ela ativou o seu intercomunicador. "Copytech! Enganaste-te nas coordenadas ou quê?! N?o tem nenhuma runa aqui!", berrou ela.

  A voz nervosa de Copytech respondeu do outro lado. "Mariana... o pergaminho... a minha cópia está a mudar para outra runa. A da Resiliência desapareceu. Isso significa... que eles a encontraram primeiro."

  Um silêncio mortal encheu a piramide. "Quando eu os encontrar...", sibilou Mariana, a sua voz baixa e cheia de um ódio puro. "Vou matá-los a todos." Ela olhou para o seu esquadr?o. "Vamos embora!", gritou, desligando o intercomunicador com um gesto violento.

  ...

  [Na Academia Zenith]

  De volta a uma das arenas de treino, Rick encarava Moisés com o seu habitual ar de desafio. "Ent?o, achas que agora és t?o resistente como eu só porque tens uma runa nova no teu martelo? Isso é patético."

  "Queres tirar a prova, n?o é?", respondeu Moisés, com um sorriso calmo.

  "óbvio que quero! N?o vou ficar aqui parado à espera que fiques mais forte que eu!", retorquiu Rick.

  Sem aviso, ele avan?ou e atacou, desferindo um soco com toda a for?a no peito de Moisés. O impacto foi imenso, o som a ecoar pela arena. Mas, em vez de ser atirado para longe como seria de esperar, Moisés apenas recuou uns metros, os seus pés a deslizarem pelo ch?o antes de ele se firmar, perfeitamente de pé e em equilíbrio. Ele mal sentira o golpe.

  "Impossível... N?o pode ser...", disse Rick, boquiaberto. "Mas como?"

  "Esta runa é incrível, nunca ninguém conseguiu levar t?o pouco dano do Rick!", exclamou Maria, impressionada.

  Nesse momento, Moisés sentiu um formigueiro na m?o que segurava o pergaminho. Ele abriu-o e notou diferen?as. "Malta, vejam. A próxima runa."

  O símbolo da Runa da Resiliência tinha desaparecido, e no seu lugar, brilhava a imagem da Runa da Regenera??o, juntamente com um novo conjunto de coordenadas.

  Moisés enrolou o pergaminho. "Vamos para um lugar mais privado."

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