E meus dias foram assim, animados com meu pai, caóticos com minha vó, calmos com meu av? e reconfortantes da parte da minha m?e.
Dois meses se passaram assim e, minha m?e finalmente tinha se recuperado totalmente do parto. Ela me carregava para todo o lado, sempre presente, eu finalmente pude sair de casa, minha família disse que eu era muito novo e poderia ficar doente, mas depois de muito insistir, eu finalmente conheci... O quintal!
Era grande e cercado por um muro de madeira, com um grande port?o muito distante. —Você ainda n?o pode passar aquele port?o, Akira— minha m?e falou calmamente enquanto se sentava no ch?o me carregando, observavamos meu pai treinando todos os dias, seus movimentos com a espada eram experientes mas meio enferrujados, ela me dizia animada que quando meu pai era do exército era bem melhor. Ele, por sua vez, se ofendeu por achar que era velho.
Eu observava com muita aten??o, mesmo tendo dois meses de vida, eu reconhecia que queria aquilo... O caminho da espada me chamava.
—Você já foi melhor, Sato
Meu av?, segurando uma odashi, disse provocando meu pai, Sato:
—Aé e quem é você pra me dizer isso, velhote?— respondeu meu pai enquanto se posicionava pra uma luta
—Sério que vocês v?o lutar de novo?
Minha m?e, aparentemente de saco cheio, já estava acostumada com essa rivalidade, eles eram pai e filho mas também aluno e mestre e rivais. Ambos se posicionaram pra o combate, a brisa suave do dia quente parecia aliviar o clima meio tenso que eles emitiam.
Ambos avan?aram rapidamente pra cima um do outro, o choque que causavam era forte para levantar uma grande rajada de vento, minha m?e e minha avó n?o se surpreenderam mais, mas eu fiquei admirado com tal poder. Os dois trocaram golpes surpreendentes e experientes, provando que no passado foram muito fortes. Meu pai foi um espadachim imperial renomado e meu av? um ex-shogun. O shogun era a patente máxima no exército, ele parecia dan?ar com sua longa katana e meu pai n?o ficou para trás. Eu queria aquilo, parecia que uma chama se ascendia dentro do meu pequeno corpo de bebê
—Ei parem, vocês est?o assustando o Akira!
Gritou minha avó para os dois, e ambos pararam imediatamente e pediram desculpas, fiquei decepcionado com o fim do combate.
Mais três meses já foram e eu completei cinco meses de vida, agora sendo carregado pelo meu pai, eu poderia sair de casa.
O vilarejo Hades era pequeno, com suas pequenas casas de madeira dos que moravam lá, andando um pouco chegamos em um rio imenso, ele era chamado de Rio do Fim, era belo e cristalino como o mais puro diamante, transmitia grande história, com certeza muitas coisas já aconteceram naquele amontoado de água...
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—é bonito né? Mas é um pouco bizarro haha
Meu pai falou meio nervoso olhando pro vasto rio, ele n?o era usado pra pescas e nem tinha um píer pra barcos, mas valia a vista.
Depois de apreciar mais um pouco, voltamos a passear pela vila, fui apresentado pra vários moradores, muitos disseram que eu tirei Natsumi, minha m?e. Outros diziam que eu tirei meu pai, mas na minha opini?o, eu tenho beleza própria.
Mais dois meses haviam se passado, eu completei meus sete meses, eu estava deitado em um ber?o improvisado ao lado de minha m?e no quintal enquanto meu pai treinava, e pela primeira vez eu pude sentar. Ela viu e ficou muito feliz pelo meu desenvolvimento, meu pai, dizia que eu estava crescendo rápido e meus avós se encheram de orgulho. Mas eu só sentei, quanto drama!
—Mais um pouco e ele vai poder empunhar uma espada
Anunciou meu pai, animado com a novidade, e todos riram. Os dias foram se passando calmamente enquanto eu densenvolvia meu sentar, como presente de oito meses, meu av? me deu alguns bonecos feitos a m?o com espadas de madeira velha, aquilo era meu passa tempo, eu tentava copiar os movimentos de meu pai com os bonecos, minha m?e observava apaixonada, dizia ela que eu era "fofo" e por algum motivo eu n?o ficava feliz com isso.
Minha avó me alimentava com comidas leves como vegetais, ela me dizia que era a "dieta do guerreiro" e eu ficaria muito forte com aqueles alimentos. Meu pai, ao caminharmos diariamente pelo vilarejo, me carregava em seus ombros agora, ele me levou até uma bela família, o pai da família tinha cabelos claros num tom bem cinza, olhos escuros e fortes, uma barba cheia e musculoso. trabalhava como lenhador e carregava grandes árvores
—Esse é seu filho, Sato?
A voz era grossa como um trov?o, combinava com sua aparência robusta. Quando acariciou minha cabe?a, a envolveu por completa com seus enormes dedos e suas m?os calejadas, era um toque gentil mas seu enorme tamanho era assustador. —Querido cuidado com o bebê— disse uma mulher que saiu atrás do homem, uma mulher delicada, magra e bela, Seus cabelos eram ruivos como o fogo, suas sardas destacavam seus olhos claros e pele clara, sua voz parecia sair de uma harpa, se vestia com um vestido cumprido e simples.
Ela carregava um bebê da minha idade, o garoto tinha os cabelos ruivos da m?e e os olhos fortes do pai, se chamava Arthur e ele parecia ter a for?a do pai nos olhos, mesmo sendo um bebê como eu, ele representava uma grande determina??o.
—O filho de vocês n?o é nada mal também
Meu pai os provocava, eles pareciam ser velhos amigos, e Arthur sentiu a provoca??o vindo da parte dele, sua express?o de ódio n?o intimidava ninguém, pelo contrário, era fofo e iluminava o rosto de sua m?e.
—Acho que Arthur n?o gostou disso haha
Disse seu enorme pai, animado por rever seu velho amigo, eles ficaram ali conversando enquanto Arthur me encarava como um rival, e no final da tarde, partimos cada um pra sua casa.
No dia seguinte foi minha m?e, que me levou para dar um passeio no vilarejo.
—Você tem gostado dos passeios, meu príncipe?
Me perguntava enquanto sorria com seu belo rosto, diferente de meu pai, ela me carregava nos bra?os, sempre priorizando meu conforto. E ent?o me levou em uma casa, onde havia uma mulher, ela era loira dos olhos azuis, da mesma altura da minha m?e, usava um kimono branco, e sua pele parecia o mais brilhoso dos rubis.
—é um prazer te ver, Natsumi!
Sua voz ecoava de um jeito doce, estava sozinha em casa com sua filha nos bra?os, também da minha idade. —Que menina linda, como se chama?!— Disse minha m?e empolgada com seu sorriso radiante, —Zoe— respondeu a mulher, a garota em seus bra?os era quase uma cópia da m?e, mas ela parecia ser travessa e bem agitada.
Nossas m?es nos colocaram em um futon no ch?o para brincar enquanto conversavam, Zoe me olhou com seus olhos azuis, como se tentasse ler meus pensamentos. Ela era bem enérgica e engatinhava atrás de mim, enquanto eu tentava fugir, minha m?e comentava que eu era quieto demais, talvez Zoe fosse minha parceira perfeita... Da um tempo, eu sou uma crian?a.
Conversamos o dia todo lá, e quando finalmente partimos pra casa, rapidamente dormi no colo da minha m?e pelo grande cansa?o, Arthur e Zoe eram bebês totalmente diferentes de mim e um do outro, foi legal os conhecer... E bem cansativo.
—Você deve estar bem cansado, n?o é, Akira meu príncipe
Minha m?e se sentou em seus aposentos de frente com a lua enquanto me ninava, depois desse dia cansativo, aquele momento era como estar no céu, os velhos ruídos, seu sorriso é seu balan?o me acalmavam e eram meus porto seguro, o dia foi bom, mas aquele momento... Era perfeito pra um bebê cansado como eu.

